Eu tinha dois cachorros, Blau, de 8 anos e Black, de 4 ,vira-latas, muito brincalhões e carinhosos com todos, mas eles morreram de doença.Tudo foi tentado, ervas, veterinário, outra comida, injeções, mas nada adiantou.Sinto muita falta até hoje deles, da atenção que me davam, do carinho que eu recebia e retribuía muito pouco. Passaram-se três meses, e resolvi adotar um novo cãozinho. Conversei com meus pais, e depois de muita insistência, eles concordaram. Novembro, dia 14, sábado, eu, meu pai, irmã e cunhado, saímos em direção à SOAMA. Acabamos nos perdendo e, eles queriam desistir, mas eu não aceitei e continuamos até acharmos. Chegamos na chácara às 6:20 da tarde, estava fechada, mas uma simpática moça nos abriu o portão, nos indicaram a área onde se encontravam as cadelas com filhotes. Olhei, olhei, até que vi algo estranho emuma casinha: a mãe, branca, e os filhotes pretos e outros cinzas, e lá no cantinho, um cachorrinho caramelo. Ele veio em minha direção, me olhando fixamente e depois de mais uma voltinha o escolhi (que na verdade era ela). Peguei no colo e fui levando em direção à saída, mas a expressão da mãe dela me cortou o coração, afinal, é a filha dela. Mas pensei, se eu levar ela, quem sabe, terá um futuro melhor, e segui. Enquanto saíamos, ela ia recebendo o carinho e o adeus dos voluntários, e uma mulher nos levou até seu carro, onde tinha seus papéis. Preenchemos uma folha, e ela nos deu uma folha com recomendações para um filhote. Depois, pegou ela no colo, deu um abraço e um beijo. Fomos para casa.Ela foi recebida com desconfiança pela mãe, pois achava que cadela dava muito trabalho, mas tudo bem. Naquela noite foi uma tristeza fazer a Mili dormir, ela chorava muito, acabou dormindo no meu colo, e numa caixinha com um ursinho, uma garrafa de água quente enrolada em uma toalha e um relógio tic-tac! Mesmo assim ela acordava a cada pouquinho e chorava. De manhã eu fui vê-la e ela parecia feliz em me ver! Brinquei com ela, ela chorou mais e já chorou menos naquela noite! Os dias foram passando e ela estava em uma nova casinha. A casa era de madeira simples, eu mesmo que fiz. O tempo passou, ela cresceu, mas não parou de aprontar. É uma peste. E pouco a pouco foi trocando ao desconfiança da família pelo carinho. É engraçado, cada vez que o carro chega ela começa chorar Quando vamos ver-la, ela dá pulos e voltas pela casinha, querendo sair pra passear. Realmente, não vivo sem ela. A Mili é uma cada muito sapeca, adora passear, comer e dormir. Também gosta de frutas como caqui, uva, maçã e pêra e de lamber sabão (quando dou banho nela, é difícil segurar aquela língua!). Percebemos, que todos conquistamos ela, pois cada um da família que vai até ela é recebido com festa. Hoje, quando um de nós sai para caminhar, leva ela, senão ela chora e esperneia até que tirem ela, e se isto não acontecer, por incrível que pareça, ela fica braba durante algum tempo e não deixa mais passar a mão nela! A Mili já faz parte da família, é tratada como um membro. Depoimento de Jonas
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