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Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos

BIA
A história da BIA é que ela foi encontrada na cidade de Farroupilha, onde eu trabalhava na época (2009). Ela estava em uma situação bem ruim, vagando próximo à empresa onde eu trabalhava. Assim que a vi, tentei dar comida, chamar e pra minha sorte (ou dela, não sei), ela foi muito simpática e retribuiu. Notei que ela estava bem magrinha e comecei a dar ração naquela semana, porém na semana seguinte ela sumiu, retornando após uns três dias em um estado realmente lastimável.

Cheguei a pensar que ela não sobreviveria, pois, ela nem conseguia colocar uma das patas traseira no chão. Pensei que havia sido atropelada ou pior, que havia apanhado. Na mesma noite voltei a Farroupilha com minha esposa, conseguimos colocá-la no carro e a trouxemos para Caxias.

No dia seguinte, em uma consulta com a veterinária, descobrimos que ela estava muito mal, sofrendo com uma infecção urinária (saia apenas sangue e quase nada de urina), otite, conjuntivite e sarna, para não me estender muito. Tivemos que tratar por alguns meses estas doenças para depois poder castrá-la. Após a castração devido a baixa imunidade, uma nova surpresa, a BIA começou a tossir e vomitar e o diagnóstico realmente nos assustou: cinomose.

Puxa vida, após ela ter lutado tanto, aparece essa doença que assusta só pelo nome. Mas a BIA sempre foi uma lutadora e cheia de alegria pela vida, não ia desistir e nós também não iríamos. Foram mais alguns meses de tratamento intensivo, cuidados para não deixá-la exposta ao tempo e à nossa outra cachorrinha BONECA, mas persistimos e hoje, após dois anos a BIA é uma moça forte e ligada em 220V.

Temos muito orgulho dessa nossa filhota que venceu todas essas adversidades com a alegria que somente os cães podem ter. Ela nunca se entregou, mesmo na hora dos remédios e todo o nosso esforço valeu a pena só de ver aquela carinha quando chegamos (ela fica esperando antes do carro encostar). Por isso quero que este e-mail sirva de incentivo à todos aqueles que podem, às vezes é considerado difícil, mas com um pouco de esforço ajudar um animalzinho que seja, que isto lhe fará um bem, com certeza muito maior que para o animalzinho que está sendo ajudado. A gratidão por eles transmitida realmenter não tem preço e vale o esforço empregado e muito mais.

Arley Galvani e Carina Galvani

 

SOFIA
Esta cachorrinha foi encontrada há seis meses atrás em um lixão do bairro Pôr-do-sol por um casal. Ela estava completamente coberta por sarna, inclusive sem pêlos na parte traseira. Nas orelhas ela tinha muitas feridas e alguns cortes. Ainda por cima, sofria de raquitismo em estado bastante avançado. Ela ficou em posse do casal que a acolheu por um mês e depois foi para uma voluntária da entidade onde foi tratada por uma veterinária. Ela está cada vez mais linda e os pêlos cresceram totalmente e ela ficou com uma certa dificuldade de andar por causa do raquitismo.

A Sofia teve um final feliz, ela hoje tem um dono que cuida muito bem dela!

 
OZZY
Este cãozinho estava no centro de Caxias com fratura na pata e um senhor foi almoçar e o encontrou na esquina choramingando de dor. Levou-o ao veterinário para depois encaminhá-lo para a Soama, mas o remorso de ver os olhinhos de velho, lembrar as feridas que tinha pelo corpo e o estado de magreza fez com que mudasse de idéia e pagou por três meses em uma clínica o tratamento.

No dia que ele foi buscá-lo, Ozzy o esperava de gravata verde para ir para sua nova casa onde agora ele tem mais 6 companheiros peludos. Fica o exemplo que se cada um fizer sua parte, os abrigos não estariam tão lotados.
 
PIPOCA
Esta é a Pipoca. Um grande exemplo de que sacrificar um animal doente sem antes tentar sua cura é uma covardia. A Pipoca é o símbolo da SOAMA e aparece em nossos cartazes de propaganda. A história dela é triste mas com um final feliz. Ela foi abandonada na SOAMA ainda filhote e foi adotada mas devolvida porque ficou doente.

A Pipoca tinha sarna e cada vez ficava pior, sem pêlo, com cheiro ruim e cheia de feridas. A presidente da entidade, comovida, levou-a para casa onde se iniciou um tratamento com injeções, banhos e muito carinho. Demorou, mas a Pipoca ficou curada e para quem não tinha nenhum pêlo, hoje ela é muito peluda!
 
CHARLOTTE
Esta é a Charlotte. A história da Charlotte é a seguinte: alguém procurou a entidade dizendo que encontrou-a na rua e pediu se poderiam curá-la. Esta pessoa doou 100 reais para a SOAMA.

A Charlotte passou por vários veterinários sendo que cada um deu um diagnóstico diferente. Muitos banhos, muitas injeções e vários tratamentos diferentes não faziam efeito. Foram mais de 6 meses de batalha até que a Charlotte se curou e hoje é cheia de cachinhos. O seu sofrimento foi compensado por muito carinho da família que ficou com ela.
 
LILICA
Esta cachorrinha não é da SOAMA, mas casos assim são muito comuns. O que nos intriga é que enquanto ela estava na rua, passou por várias pessoas. Será que ninguém se comoveu e viu o quanto ela estava sofrendo? A sarna dela estava em estado crítico.

Muita gente não sabe ou finge não saber, mas a sarna tem cura sim! Essa cadelinha foi tratada e ficou linda. O nome dela é Lilica.
 
BELA
A Bela estava zanzando em um bairro de Caxias e as pessoas jogavam pedra e ameaçavam matá-la. Foi levada para a Soama, se recuperou e espera por um lar.
 
LURDINHA
A Lurdinha foi amarrada no porto da Soama na calada da noite por algum muito irresponsvel. No sabemos da onde ela veio, mas ela muito querida e est curada da dermatite.
 
DUDA
Esté é o Duda, um cachorro que estava abandonado em um lixão próximo da Soama. O estado dele era tão chocante, que ninguém achou que ele fosse se recuperar, mas ele nos surpreendeu e ficou lindo! A parte triste é que um mês depois ele pegou cinomose e não conseguiu dar a volta por cima e morreu... Quem sabe se ele tivesse sido adotado logo...
 
PRINCESA
Foi encontrada em um bairro da cidade e trazida por um voluntário. Ela estava com sarna em um estado tão avançado que estava inchada e sangrava muito. Não tinha força para nada.

Foi medicada e 2 dias depois morreu, não conseguiu dar a volta por cima. A pergunta que fica é: por quantas pessoas ela passou ao longo deste tempo em que estava com sarna e ninguém lhe estendeu a mão????